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O que é subadquirente e qual a diferença do adquirente

Subadquirente é a empresa que habilita lojistas a aceitar pagamentos sem ser ela a credora perante o emissor na liquidação. Ela cadastra o lojista, oferece checkout e painel, cobra as taxas e repassa os valores. Na regulação do Banco Central, o subadquirente se chama subcredenciador.

Atualizado em · Equipe XF TECH · 5 min de leitura

Subadquirente é a empresa que habilita lojistas a aceitar pagamentos sem ser ela a credora perante o emissor na liquidação. Na prática, ela cadastra o lojista, entrega checkout, link de pagamento e painel, cobra as taxas e repassa o dinheiro. O adquirente, ou a instituição parceira, fica por trás, processando e liquidando. Na regulação do Banco Central, o subadquirente tem outro nome: subcredenciador.

A definição oficial

O Anexo I da Resolução BCB 150/2021, com a redação dada pela Resolução BCB 522/2025, define o subcredenciador como o participante do arranjo de pagamento que habilita, exclusivamente, o usuário final recebedor a aceitar instrumentos de pagamento, mas que não participa da liquidação como credor perante o emissor.

Duas palavras fazem a diferença. "Exclusivamente recebedor": o subcredenciador atende quem vende, não quem paga. "Não credor": na liquidação, quem fica na posição de credor perante o emissor é o credenciador, que a Resolução BCB 80 lista como uma das modalidades de instituição de pagamento.

Como o subadquirente funciona

  1. O lojista se cadastra no subadquirente e passa pela análise de documentos (KYC para pessoa física, KYB para empresa).
  2. O cliente paga no checkout, no link de pagamento ou pela API do subadquirente.
  3. A transação segue para o parceiro financeiro, que processa a cobrança.
  4. A liquidação segue as regras do arranjo. Desde a Resolução BCB 522, todos os subcredenciadores participam da liquidação centralizada nos arranjos sujeitos a ela.
  5. O subadquirente registra a transação, a taxa, o split e a reserva, e libera o saldo ao lojista no prazo combinado.
  6. Estornos, disputas e chargebacks voltam pelo mesmo caminho e são registrados na conta do lojista.

No Pix o desenho é outro. Não existe a figura do credenciador: o pagamento cai numa conta transacional mantida em um participante do Pix. A operação que recebe Pix por vários lojistas depende do parceiro que mantém essas contas, e precisa identificar cada recebedor para não cair na regra da conta-bolsão.

Adquirente x subadquirente x gateway x intermediador

Adquirente Subadquirente Gateway Intermediador
O que faz Credencia lojistas, captura e liquida transações Habilita lojistas usando a estrutura de um parceiro e repassa os valores Conecta a loja a um ou mais provedores e transmite a transação Recebe em nome do vendedor e repassa, muitas vezes com saldo e saque
Posição na liquidação Credor perante o emissor Não é credor perante o emissor Não liquida por si Depende da estrutura
Contrato do lojista Com o adquirente Com o subadquirente Com cada provedor ou com quem o gateway representa Com o intermediador
Nome na regulação Credenciador (Res. BCB 80) Subcredenciador (Res. BCB 150) Não é uma modalidade: é tecnologia Não é uma modalidade com esse nome; vale a atividade
Autorização do BC Sim Quando a regulação exigir Depende da atividade Se gerir conta de pagamento, sim

Dois avisos sobre a tabela. Primeiro, no Brasil muita empresa que se apresenta como gateway atua de fato como subadquirente. Segundo, o que conta para a regulação é a atividade, e não o nome no site. Se a empresa mantém saldo em nome do lojista, com aporte e saque, ela pode estar gerindo conta de pagamento, que é a modalidade emissor de moeda eletrônica. O intermediador tem um artigo próprio: o que é intermediador de pagamento.

Por que o modelo existe

Para o lojista, o subadquirente resolve num contrato só o que daria trabalho montar sozinho: cadastro, checkout, link de pagamento, painel, split entre sócios ou parceiros e um único lugar para ver vendas e saques.

Para quem opera o subadquirente, o negócio está na taxa sobre o volume e nos serviços em volta: atendimento a um nicho, prazos de liberação, split, integrações com plataformas de venda. O custo está no risco. O subadquirente cuida do cadastro dos lojistas, das reservas para disputas e estornos e da conciliação de tudo o que entra e sai.

Vantagens e limites para o lojista

Vantagens Limites
Um contrato só, em vez de negociar com cada provedor O lojista depende do subadquirente para receber
Cadastro e início mais simples Prazos de liberação e reservas são definidos pelo subadquirente
Checkout, link de pagamento, painel e split prontos A taxa inclui a margem de quem intermedia
Um extrato com vendas, taxas e saques Se o subadquirente parar, o repasse para junto

Para quem opera, a lista da direita é a lista de cuidados: prazos claros no contrato, reservas proporcionais ao risco, conciliação diária e uma estrutura de contas em que o dinheiro de cada lojista seja identificável.

O subadquirente na regulação de 2026

  • Autorização. O subcredenciador precisa de autorização quando a regulação exigir (art. 13, I, do Anexo I da Resolução BCB 150). Se a atividade se enquadrar como instituição de pagamento, a Resolução BCB 494, de 5/9/2025, exige o pedido antes de começar.
  • Liquidação centralizada. A Resolução BCB 522, publicada em 12/11/2025, exige a participação de todos os subcredenciadores na liquidação centralizada dos arranjos sujeitos a ela.
  • Conta-bolsão. A Resolução BCB 518, em vigor desde 1º/12/2025, manda encerrar contas usadas para receber e pagar por terceiros de forma que impeça identificá-los.

O quadro completo, com datas e links, está no guia de regulação de instituição de pagamento.

Como lançar o seu subadquirente

Você pode desenvolver a tecnologia ou usar uma plataforma white label. Com a XF TECH, a sua operação recebe painel administrativo, gestão de lojistas e subcontas, taxas, reservas, splits, saques, KYC/KYB, disputas, chargebacks e MED, cadastro de provedores e fluxos, API, checkout e links de pagamento, tudo com a sua marca e o seu domínio. A parte regulatória e o contrato com o parceiro financeiro continuam com você e o seu jurídico.

Veja o modelo em subadquirente white label e o caminho completo em como ser subadquirente.

Conteúdo informativo, atualizado em 25/10/2026. Não substitui orientação jurídica.

Perguntas frequentes

Subadquirente é a mesma coisa que gateway de pagamento?

Não necessariamente. Gateway é a tecnologia que conecta a loja aos provedores e transmite a transação. Subadquirente é o papel de quem habilita o lojista e responde pelo repasse. No mercado, muita empresa que se chama de gateway atua como subadquirente, e o que vale para a regulação é a atividade, não o nome.

Qual é o nome do subadquirente na regulação?

Subcredenciador. O Anexo I da Resolução BCB 150/2021, com a redação da Resolução BCB 522/2025, define o subcredenciador como o participante do arranjo que habilita exclusivamente o usuário final recebedor, sem participar da liquidação como credor perante o emissor.

O subadquirente pode reter dinheiro do lojista?

Tecnicamente, a plataforma permite configurar reservas, prazos de liberação, bloqueios operacionais e retenções ligadas a disputas, chargebacks, análise de risco ou pendências de cadastro. Os critérios, a base jurídica e os prazos precisam estar no contrato com o lojista.

Por que um lojista escolhe um subadquirente em vez do adquirente?

Porque o subadquirente costuma oferecer o pacote pronto: cadastro, checkout, link de pagamento, painel e split num contrato só. Para o lojista, é menos trabalho do que negociar e integrar cada provedor.

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