Num banco, spread é a diferença entre os juros cobrados e os pagos. Numa operação de pagamentos, a ideia é parecida: é a diferença entre o que você cobra do lojista e o que o provedor financeiro cobra de você pela mesma transação. É a matéria-prima da sua margem.
Como calcular por venda
spread por venda = taxa cobrada do lojista − custo do provedor| Item | Venda de R$ 80 |
|---|---|
| Taxa cobrada: 2,5% + R$ 0,50 | R$ 2,50 |
| Custo do provedor: 0,8% + R$ 0,10 | R$ 0,74 |
| Spread | R$ 1,76 |
| Custo da plataforma: 0,5% do volume | R$ 0,40 |
| Margem de contribuição | R$ 1,36 |
Os percentuais são de exemplo, os mesmos do simulador de receita. Multiplique a margem pela quantidade de vendas e você tem o que sobra para pagar equipe, atendimento e os demais custos fixos.
Spread, take rate e TPV
O take rate olha só a receita. O spread desconta o custo do provedor. Os dois são calculados sobre o mesmo TPV. Uma operação pode ter take rate alto e spread apertado, se o contrato com o provedor for caro. A conta completa da receita está em como um gateway de pagamento ganha dinheiro.
O que corrói o spread
- Estornos e disputas. Quando o saldo do lojista não cobre um estorno, a diferença sai da operação. A reserva financeira existe para isso.
- Taxa fixa do provedor em vendas pequenas. Num ticket baixo, o custo fixo do provedor come boa parte da taxa.
- Tabela única para todo mundo. Lojistas de perfis diferentes custam diferente.
- Custos que não aparecem na tabela. Saques, atendimento e análise de cadastro também pesam.
Como proteger a margem
Use faixas por valor quando o custo do provedor muda com o ticket, cobre taxa de saque quando o saque tem custo para você e revise a tabela dos lojistas que concentram disputas. Os custos que ficam fora dessa conta, como capital e regulação, estão em quanto custa abrir um gateway de pagamento.